VARIAÇÃO LINGUÍSTICA DA LÍNGUA DE SINAIS BRASILEIRA

Gaspar Gonçalves Scangarelli
Universidade Luterana do Brasil

Vanessa Herter

Universidade Federal de Santa Catarina

Existe no mundo todo línguas de sinais diferentes. Em Países, estados e cidades, as línguas de sinais possuem suas diferenças regionais. No Brasil na cidade de Uruguaiana, fronteira com Argentina os surdos aprendem a língua de sinais Argentina, Uruguai, Paraguai e comum a cada país. As Variações linguísticas na língua de sinais podem acontecer com sinais caseiros, surdos convivem na região interiorana com poucas pessoas ou pais são desinformados sobre a cultura surda e escolaridade. Os surdos acabam não convivendo com surdos e criam sinais caseiros porque não tem contato nas associações e não tem contato com acadêmicos surdos formado em mestrado e ou doutorado que buscam novos sinais e conhecimento os povos surdos no interior ou exterior utilizam a tecnologia, pois cada palavra que não tem sinais organizados de forma natural conforme o convívio assim como os outros que gostam de alguns sinais e difundem estes sinais apenas em um único espaço ou cidade, dificilmente porque não tem contato com outros surdos nas regiões ou podem ser realizados empréstimos linguísticos da Libras de outros países. Por exemplo, uso de sinal FRIO, cidades de Porto Alegre e Uruguaiana (RS) possuem variação linguística de como a linguagem se organiza, estruturalmente. Por exemplo, os números em Libras podem ser de um único sinal no Rio Grande do Sul e realizado de forma diferente em outros estados do Brasil. O sinal destes possuem variações de estado para estado. Os surdos são como grupos ou tribos semelhantes aos índios, cada grupo manifesta o sinal conforme o costume, às vezes espalhando para outros grupos ou comunidades realizando também empréstimos linguísticos da Língua Portuguesa através da soletração. Principalmente na cidade de Porto alegre existem sinais diferentes que provem do interior do estado ou até de outros países vizinhos, pois não tínhamos contato de surdos paulistas ou cariocas por conta da distância. O ex-presidente na primeira associação tinha muito contato de surdos argentinos, uruguaios e os mais onde faziam amizade com surdos estrangeiros através de encontros ou eventos anuais, argentinos e uruguaios gostavam de frequentar veraneio e Colônia de Férias de Surdos na cidade de Capão da Canoa (RS). Hoje a tecnologia favorece esta difusão respeitando todos os sinais regionais, aprendendo facilmente o contexto através das mídias sociais como facebook, whastapp, sinalário e variedades de sinais regionais, respeitando a comunidade surda e suas variações linguísticas. O vocabulário específico se origina através do convívio com outros surdos aprendendo o contexto e buscando o conhecimento nestas variações linguísticas melhorando o desempenho através do uso da LIBRAS. A Língua Brasileira de Sinais é língua utilizada na comunidade surda do Brasil, Lei nº 10.436, de 2002, é a forma de comunicação e expressão, o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituindo o sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. No Brasil, como não se trata da língua dos colonizadores, poucos foram os registros sobre evolução da língua de sinais, os registros que se têm hoje estão disponíveis no Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) e também no contato com a fronteira ampliando os sinais.

Palavras-chaves: Variações Linguísticas – Libras – Fronteira.