PROCESSO ALOFÔNICO NA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS

Abymael da Silva Pereira
Universidade Federal do Amapá

Muitos são os fenômenos dentro da Fonologia, entre eles o objeto dessa pesquisa, os Alofones na Língua de Brasileira de Sinais (LIBRAS). Este trabalho tem por objetivo analisar os processos alofônicos com referência nos estudos fonológicos aplicado a Língua de Brasileira de Sinais (LIBRAS), tendo como método investigativo a pesquisa bibliográfica realizada através de autores da Linguística e da Língua de Sinais, como Fiorin (2004), Saussure (1995), Ferreira-Brito (1990) Quadros e Karnopp (2004), Callou e Leite (1990), Xavier (2014) entre outros que corroboram com o proposto. Para tanto, foram feitas análises de materiais didáticos e lexicográficos, e alguns registros de usuários nativos e/ou fluentes na LIBRAS afim de analisar seus os processos linguísticos da alofonia. Nas línguas de sinais, a fonologia tem por objetivo determinar as unidades mínimas utilizadas para formar os sinais e também estabelecer os padrões que podem ser usados para a combinação de morfemas. De acordo com Ferreira-Brito (1990), a Fonologia da LIBRAS é estruturalmente organizada a partir de alguns parâmetros que estruturam sua formação nos diferentes níveis linguísticos, a saber: Configuração de Mãos (CM), o Movimento (M), Ponto de Articulação (PA), Orientação da Palma (OP) e Marcação Não-Manual (MNM). E que nesta pesquisa fará referências apenas aos quatros primeiros parâmetros. Entende-se por Alofonia quando ocorre à mudança ou a perda de um fonema, e mesmo com isso o significado continua o mesmo. Entretanto, com base nos estudos realizados não foi possível encontrar um conceito proponente e nem tão pouco uma categorização acerca disso na LIBRAS, porém análise feita sobre os materiais e com a prática de pesquisadores percebe-se na recorrência que a Alofonia pode estar inserida em dois grupos, embora haja sinais que ainda pode encaixar-se em uma terceira categorização, que se faz uso de elementos Não-linguísticos no espaço do sinalizante. Com isso, propõe-se que os processos alofônicos existente na LIBRAS, agrupam-se em três categorias, a saber: Alteração de Fonema: Quando na produção do sinal, há mudança em um dos seguimentos fonológicos (CM, PA, M ou OP). Supressão de Fonema: Quando na produção do sinal, há a extinção de um dos seguimentos fonológicos. Como mencionado, a Alofonia pode-se ainda categorizar-se em um terceiro grupo, que seria o Uso de Seguimentos Não-Linguísticos: Quando na produção do sinal, usa-se parte do corpo do locutor ou do interlocutor que não corresponde aos seguimentos fonológicos na LIBRAS, e ainda o uso de objetos para substituir um desses seguimentos e efetivar o sinal. Com a pesquisa ainda levantar-se-á questões sobre alofones livres de contextos e presos ao contexto, porém neste campo de pesquisa ainda é muito incipiente, provocando em nós verdadeiros incentivos como estudantes e pesquisadores a aprofundar-se nesta temática, não somente para linguística, mas para todo cenário da educação e difusão da Língua de Sinais no Brasil.

Palavras-Chave: Processos Alofônicos. Língua de Sinais Brasileira (LIBRAS). Alofonia.